Confira as mudanças das novas regras de financiamento da Caixa Econômica Federal

Financiamento Caixa2A Caixa Econômica Federal aumentou duas vezes neste ano os juros do financiamento imobiliário e reduziu o percentual de recursos da poupança que podem ser utilizados para comprar apartamentos usados (de uma máximo de 80% para um mínimo de 40%) e já tinha reduzido para novos (de 90% para 80%). Tais mudanças passaram a valer no dia 4 de Maio.

Entenda abaixo o que permanece e o que muda no banco que é o responsável pela maior parte dos financiamentos imobiliários do país.

- Muda alguma coisa no financiamento que eu já pago?

Não. Não muda muda. O que assinado foi, assinado está. É ruim quando os juros caem (e você está pagando mais do que os novos contratos). Mas é bom nesses momentos em que o custo do crédito está em alta. Não vai mudar quanto você paga de juros dentro do contrato que já está feito.

- O que muda então?

Os imóveis na faixa entre R$ 170 mil até R$ 650 mil em Florianópolis, no Rio Grande do Sul e na maior parte dos Estados, tiveram o total que pode ser financiado pela Caixa Econômica alterado. Nos municípios com população igual ou superior a 50 mil habitantes, o valor inicial é de R$ 115 mil até R$ 650 mil. Já para municípios com população igual ou superior a 250 mil habitantes, a faixa é de R$ 145 mil até R$ 650 mil. Em apartamentos novos, por exemplo, o percentual caiu de 90% para 80% — ou seja, quem quiser comprar vai ser obrigado a desembolsar mais para comprar. Mas a maior mudança foi em imóveis usados, que caíram de 80% e 70%, dependendo da linha de financiamento, para 50% e 40%. Na hora da compra, agora vai ter que já pagar a metade ou mais do valor total da casa ou do apartamento. Quem escolher comprar pelo programa Minha Casa Minha Vida ou com recursos do FGTS, não terá nenhuma alteração.

- Quem é afetado?

Duas “categorias” são os mais afetados pela mudança. Primeiro, quem comprou apartamentos na planta como investimento. Mesmo sem nunca ter usado o imóvel, assim que receber a chave da construtora ele será considerado usado. E deve ficar mais complicado vender com essas novas regras. A expectativa do mercado é que haja uma redução da procura, e uma queda nos preços para tentar compensar a demanda.
O segundo grupo de pessoas que será prejudicado é aquele formado por quem já firmou neste mês contratos de compra e venda em imobiliárias, mas ainda não conseguiu fazer o contrato de financiamento com a Caixa. Assinaram a promessa de que comprariam um apartamento, por exemplo, em uma situação e agora ela é outra.

É possível que ocorram cancelamentos de contratos com construtoras, por parte de quem comprou na planta o imóvel. Também é provável que algumas pessoas tenham que desistir do sonho da casa própria que já estava encaminhado, e desistir do contrato de compra porque não ia ter recursos para arcar com uma entrada maior — pagando uma multa que normalmente é de 10% do valor da venda.

- Alguém ganha com isso?

No médio e longo prazo, as construtoras devem ganhar com a mudança. As alterações tornam bem mais conveniente comprar uma casa ou apartamento novos do que uma usada, pela diferença no valor que pode ser financiado. Em um imóvel de R$ 250 mil, por exemplo, é possível pegar emprestado R$ 200 mil no caso de um novo e apenas R$ 125 mil, no caso de um já construído.

- O que eu posso fazer para contornar?

Uma opção é negociar o preço. A necessidade de uma entrada maior dá mais margem para tentativas de baixar o preço final — já que a demanda pela compra deve cair.

- Não tenho dinheiro agora. Existe alguma alternativa?

Outra opção é buscar esses financiamentos em bancos que não a Caixa Econômica, sejam eles públicos ou privados. Cada um tem suas regras para financiamento imobiliário e podem permitir um percentual maior, mas também a juros maiores. Uma possibilidade que deve crescer com esse novo cenário é a dos consórcios imobiliários. Um grupo de pessoas poupa em grupo e vai sendo beneficiada pela compra dos imóveis a cada novo pagamento, em que normalmente o agraciado é escolhido por sorteio. A vantagem é eliminar os juros do processo, mas a desvantagem é que existe a possibilidade de você ser o último a receber seu apartamento.

- Por que a Caixa Econômica fez isso?

A Caixa Econômica argumenta que o mercado já vem se ajustando, desde 2012, à queda da demanda/velocidade de vendas na faixa de preço entre R$ 170 mil e R$ 650 mil. Alega também que o foco do banco este ano será o financiamento de imóveis novos, com destaque para a habitação popular — operações do Minha Casa Minha Vida e recursos do FGTS. O mercado, no entanto, acredita que a medida ocorre por falta de recursos. No primeiro trimestres deste ano, a retirada das poupanças superou em R$ 23,2 bilhões os depósitos. Apenas em março, foram R$ 11,4 bilhões em saques, o maior número da série histórica.

 

FONTE: Hora de Santa Catarina

O Investimento em imóveis e sua rentabilidade

Aplicar em imóveis é uma forma segura de preservar seu dinheiro. O investimento sob a forma de tijolo e cimento é a alternativa mais clássica para proteger seu dinheiro da inflação e das turbulências econômicas. Somando segurança e rentabilidade, a parcela do seu patrimônio destinada a ativos imobiliários não pode representar a maior parte. Pelo fato da rentabilidade ser baixa, os imóveis não devem passar dos 40% de suas economias.

Existem duas fontes de renda para o proprietário de um imóvel. A primeira dela é o ganho com os aluguéis. Nas principais cidades brasileiras, como São Paulo, o valor do aluguel em relação ao preço do imóvel dificilmente passa de 0,7%. O normal é encontrar valores entre 0,5% e 0,6%. Claro que os
imóveis menores, bem localizados e em bom estado de conservação podem render aluguéis maiores no final do mês. Alguns deles podem chegar a quase 1%. Mas são raros os casos.

Por sua vez, a segunda fonte de ganhos no mercado imobiliário é a valorização das propriedades. Mas ganhar dinheiro com isso é assunto para profissionais. Além de exigir um horizonte de investimento muito grande, para ter sucesso no futuro a partir de especulações é preciso ter um bom conhecimento do mercado. Mesmo com toda a dificuldade, é possível identificar boas oportunidades e fazer bons investimentos.

Luz no fim do túnelmidia-indoor-celular-wap-tv-cotidiano-economia-imovel-mercado-imobiliario-investimento-inflacao-casa-moradia-especulacao-aluguel-juros-taxa-mensalidade-propria-acoes-bolsa-1294839478609_956x500

De acordo com especialistas da área, a performance do mercado imobiliário deve melhorar nos próximos anos. Com a queda dos juros, promessa feita na campanha do atual governo, a tendência é que a economia volte a crescer e mais pessoas tenham a possibilidade de adquirir a casa própria.
Nesse sentido, o que aumenta é o preço das propriedades.

Os proprietários ganham com a valorização de suas propriedades. Outro efeito da redução dos juros é que o dinheiro fica mais barato. As famílias passam a pagar taxas menores nos financiamentos imobiliários, o que ajuda a aumentar o volume de crédito concedido pelos bancos. Mais gente comprando no mercado significa aumento de preços das
unidades imobiliárias.

 

FONTE: InfoMoney

Konkreta inicia processo de entrega de chaves

ChaveAo todo foram 16 meses de obra, e muito empenho de toda a Equipe Konkreta. Trabalhamos duro e cuidamos de cada detalhe, sempre visando a satisfação de nossos Clientes e prezando pela qualidade de nosso serviço.

Com muita alegria, hoje damos início ao processo de entrega das chaves aos proprietários do Residencial Torres da Bella Vista. Entendemos que para muitos, este momento significa a Realização de um sonho. Em fim, o apartamento próprio!

O Residencial Torres da Bella vista fica localizado no bairro Bela vista, em Palhoça, próximo à UniLar. De fácil acesso pela BR-282, possui 6 tipos de planta, todos com opção de apartamentos com adaptação para Portadores de Necessidades Especiais, sacada com churrasqueira, medições de água, gás e luz individuais. Dispõe ainda de salão de festas equipado e decorado com espaço gourmet, sala de jogos com mesa de sinuca, pebolim e Xbox 360, espaço kids, piscina, quadra poliesportiva, portão eletrônico, zeladoria, portaria com guarita, e paisagismo.

Parabéns aos mais de 140 proprietários pela conquista, e a todos da Equipe konkreta que contribuíram para a realização deste projeto. Mais um sucesso de vendas Konkreta, atualmente o empreendimento conta com 97% de suas unidades vendidas.

Conheça o empreendimento:

* algumas das fotos foram tiradas e divulgadas por proprietários / futuros moradores.

O público Jovem como foco principal de Construtoras

get_imgCompradores procuram apartamentos pequenos que facilitam a organização e a limpeza.

As construtoras têm hoje nos jovens seu principal foco. De acordo com publicação do Diário Digital, os compradores com idade entre 25 e 35 anos representam atualmente até 30% dos clientes de imóveis na planta e até 80% dos que procuram imobiliárias.

É um público considerado exigente e que está mudando a rota de investimentos das empresas. Pensando nele, o mercado tem investido em produtos e preços atrativos. “Hoje os jovens estão com renda própria e querem mais independência”, constata Valéria Gabas, gerente regional da incorporadora Vanguard. Além disso, procuram apartamentos pequenos que facilitam a organização e limpeza. Muitos, ainda, prezam por empreendimentos com área de lazer e que estejam em boa localização, próximos a supermercados, por exemplo.

“Antes era difícil comprar um imóvel, tinha que poupar bastante para dar uma entrada porque as taxas eram altas. Hoje, com a redução dos riscos para os bancos, é possível financiar com uma pequena reserva”, compara a profissional da Vanguard, salientando como melhora da renda e a facilitação do acesso ao crédito imobiliário refletiram no aumento desses jovens compradores.

Os consumidores com idade até 35 anos já são mais da metade dos mutuários da Caixa Econômica Federal que compram imóvel financiado no País. Conforme o banco, eles representaram no ano passado 57% de toda a carteira de habitação.

O presidente do Sindicato de Corretores de imóveis, James Antonio Gomes, ressalta que 80% dos clientes que procuram imóveis para comprar têm entre 20 e 35 anos. Dos 21 imóveis vendidos por James em um empreendimento recente na capital paulista, 17 são de compradores jovens. Segundo ele, as construtoras devem estar cada vez mais atentas, já que clientes mais jovens costumam ser mais exigentes. “É bom prestar atenção porque esse público procura mais além do preço – quer, principalmente, qualidade”.

 

FONTE: Revista Pense Imóveis

Saiba quais os fatores que influenciam no preço do imóvel

Boa localização é responsável por até ¼ do valor, enquanto segurança responde por 15% do montante

No momento de escolher um imóvel, a localização é o item de maior relevância para o comprador. O desejo de morar perto do trabalho e também encontrar na vizinhança uma boa infraestrutura são itens que valorizam o preço da propriedade.

Assim como a localização é um fator que influencia o valor do imóvel, segurança é outro item que tem uma parcela significativa na hora de fechar negócio.

Com ajuda de consultores de empresas da área imobiliária foi feita uma simulação de quanto cada fator pode ser responsável por influenciar o preço de um imóvel.

Imóveis situados em uma área onde há hospitais, farmácias, bancos e supermercados acessíveis levam vantagem. A localização da propriedade é responsável, de acordo com Lindenberg ( consultor de empresas da área imobiliária), por 25% do preço da casa ou apartamento.

Hoje em dia, as pessoas querem morar próximo a serviços e encontrar infraestrutura na região, um shopping na região é um grande atrativo. Estádios também, mas em dias de jogo pode se tornar um pesadelo para quem mora nas redondezas.

“Portão automático com rápida abertura, chaves de porta com segredo e elevador automatizado, que é aquele que só consegue locomover quem tem o código do andar, são itens que atraem os moradores”, explica Lindenberg.

Além da segurança, contar com um local para estacionar o automóvel também é levado em consideração. Por falta de espaço na rua, ter a oportunidade de oferecer à visita um lugar para estacionar o carro dentro do prédio é uma vantagem. Portanto, vaga na garagem contabiliza 15% como influenciador no valor de um imóvel.

As incorporadoras estão apostando na diversidade de opções que envolvem a área de lazer, fator responsável por 10% do preço da propriedade.

Há empreendimentos que oferecem sala de cinema, brinquedoteca e área para praticar esporte. Piscina e churrasqueira são atrativos que costumam chamar a atenção do comprador. “Mesmo que muitos moradores usem tais itens com pouca frequência, eles ainda são itens solicitados, já que integram a família e amigos no local”, diz o consultor.

O fator sol é outro elemento que interfere na venda da propriedade. A estimativa de Lindenberg é de que uma boa posição da propriedade tem 7% de peso sobre o valor do imóvel.

O executivo lembra que, ainda assim, a localização é um item mais importante para a valorização do imóvel. Ou seja, a propriedade vale mais pela infraestrutura do local em que está situada do que se recebe sol pela manhã, embora este seja um quesito de peso.

O andar em que um apartamento está localizado também pode ter interferência no preço, sendo responsável por 6% do montante. “As unidades mais baixas são as menos procuradas”, diz Lindenberg. Portanto, quanto mais alto é o andar de um apartamento, mais ele é valorizado.

Varandas em apartamentos também valorizam mais a área construída. De acordo com Lindenberg, elas influenciam o valor do imóvel em 5%.

Automação residencial e predial também oferece um diferencial à propriedade. “Muitos prédios estão ajustados à tecnologia e disponibilizam cabo para televisão e wireless”, aponta o consultor. Tal avanço pode somar 4% do preço da propriedade.

“Imóveis em frente a parques, praças, praias e calçadão também são valorizados”, aponta o consultor. De acordo com ele, a vista que o imóvel oferece pode influenciar cerca de 4% do seu valor.

 

 

FONTE: Revista ZAP Imóveis

Tintas funcionais são usadas como isolantes térmico e acústico.

É comum encontrar hoje em dia no mercado opções de produtos que, além da estética, dão uma nova função à superfície pintada.  As Tintas com isolamento acústico e térmico são as últimas novidades do mercado de casa e construção.

Originalmente, as tintas são usadas para proteger e dar cor às paredes, eventualmente criando um efeito artístico no ambiente. Porém, hoje o mercado oferece mais opções de produtos, que além da estética, dão uma nova função à superfície pintada.

A tinta lousa, por exemplo, passou a ser bastante explorada em diversos cômodos. Com esse produto é possível transformar facilmente qualquer superfície em quadro-negro. A cozinha, por exemplo, pode ganhar uma lista de compras e receitas; o quarto das crianças e adolescentes passa a ter um espaço destinado aos rabiscos e o que a imaginação permitir.

 

Mas as tintas podem ainda ter outras funções, como auxiliar no isolamento térmico e acústico. Este é um revestimento que atua por reflexão à radiação solar e é recomendado para aplicações em áreas externas expostas ao sol, com a finalidade de reduzir a temperatura do ambiente.

Depois de seco, o produto forma uma película protetora que transforma a parede ou telhado em uma superfície termicamente refletora, de modo que 90% dos raios solares serão refletidos, reduzindo em até 35% a temperatura interna, segundo o fabricante.

Já o revestimento fonoabsorvedor que utiliza a nanotecnologia para o tratamento acústico em ambientes onde se queira eliminar as reverberações provenientes de sons internos. É indicado para casas noturnas, auditórios, teatros, cinemas e igrejas.

O produto pode ser aplicado com 1 mm de espessura e seu acabamento fica como de uma parede comum, com a textura igual a um acabamento em gesso, possuindo diversas opções de cores.

Segundo a fabricante, o produto pode ser usado como acabamento final e pode ser aplicado em paredes de alvenaria convencional, em drywall, portas e divisórias de madeira (submetidos a seladora), forros de gesso e de isopor.

Há também as tintas específicas para madeira que servem para colorir, laquear ou restaurar, alguns fabricantes tem como diferencial as tintas metalizadas para marcenaria, que podem ser uma opção para destacar, requintar e inovar o mobiliário. Segundo o fabricante, a tinta garante acabamento impecável, inclusive em detalhes como bordas  e rebaixos.

 

FONTE: Portal ZAP Imóveis.

Crédito imobiliário somou R$ 112,9 bi em 2014, segundo a Abecip

15abc96e2604bef348bfe6d5560ef8a5253ff7b7Em dezembro, o crédito imobiliário somou R$ 10,6 bilhões, cifra 2,7% maior ante um ano e 18,3% em relação a novembro, conforme a entidade.

O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 112,9 bilhões em 2014, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), volume 3,4% maior do que o identificado no ano anterior. O desempenho do período ficou abaixo da projeção da Abecip, de avanço de 5% em 2014.

Em dezembro, o crédito imobiliário somou R$ 10,6 bilhões, cifra 2,7% maior ante um ano e 18,3% em relação a novembro, conforme a entidade. Trata-se do melhor Dezembro da série histórica do sistema brasileiro de poupança e empréstimo (SBPE) e o segundo melhor, sem distinção de mês, de acordo com a Abecip.

Foram financiadas, segundo a Abecip, 49,6 mil unidades em dezembro, alta de 19,7% na comparação com novembro e declínio de 2,5% em 12 meses. No ano passado, o total chegou a 538,3 mil imóveis, volume 1,6% maior em relação a 2013. A poupança registrou captação líquida positiva em 2014, de acordo com a associação. Foram R$ 4,77 bilhões em dezembro e ingresso líquido de R$ 23,8 bilhões em todo o exercício passado. Os depósitos em poupança são uma das principais fontes de financiamento para o crédito imobiliário.

 

Fonte: InfoMoney

Preço dos imóveis ficará estável em 2015

fundo_imobiliario2Na opinião de corretores, construtoras e investidores de imóveis os preços no mercado imobiliário devem permanecer estáveis em 2015.

A informação faz parte de uma pesquisa realizada pelo classificado online de imóveis VivaReal para sondar as expectativas sobre o mercado imobiliário em 2015 diante do resultado das eleições presidenciais.

Foram consultadas 1.149 pessoas, sendo 93% anunciantes do site (corretores e construtoras) e 7% investidores. O objetivo do levantamento foi mostrar as perspectivas de profissionais, empresas e participantes ativos do mercado imobiliário, já que eles acompanham de perto as mudanças do setor.

De acordo com o estudo, 56% dos entrevistados acreditam que o valor dos imóveis ficará estável em 2015, enquanto 25% acreditam que os preços devem diminuir e 15% consideram que o preço deve aumentar.

Questionados sobre o número de transações de vendas e aluguéis no ano que vem, 38% disseram que o número deve diminuir, 26% acreditam que deve aumentar e 33% acham que as negociações devem permanecer estáveis.

Em relação ao apetite dos compradores, 39% acham que o número de pessoas interessadas em comprar ou alugar imóveis deve diminuir. Para 30% dos entrevistados, o número deve aumentar e 28% acham que o dado deve ficar estável.

“O sentimento é muito negativo em consequência do que aconteceu no último trimestre. Nesse período, os preços se mantiveram estáveis e a quantidade de vendas diminuiu. Os corretores sentem que o ritmo está mais devagar”, diz Lucas Vargas, diretor comercial do VivaReal.

Medidas do governo

A pesquisa também abordou a visão dos entrevistados sobre as polítivcas governamentais.

Questionados se, de forma geral, o mercado imobiliário deve melhorar, piorar ou permanecer estável no novo governo da presidente Dilma Rousseff, a maioria (46%) respondeu que deve piorar, 29% disseram que devem continuar igual e 22% acham que deve melhorar.

Em relação às expectativas sobre as políticas de financiamento imobiliário promovidas pelo governo: 44% acham que essas políticas devem ficar estáveis, 27% acreditam que devem aumentar e 26% consideram que devem diminuir.

Sobre as políticas públicas para habitação, 41% acreditam devem permanecer estáveis, 34% acham que deve aumentar e 21% acreditam que devem diminuir.

Os incentivos do governo a novos empreendimentos devem ficar estáveis para 37% dos entrevistados. Outros 31% acreditam que devem diminuir e 29% esperam que o incentivo aumente.

Apesar das expectativas negativas dos participantes do mercado, o diretor comercial do VivaReal não acredita que as condições do mercado irão piorar em 2015.

“Eu pessoalmente acredito que o mercado não vai cair. Por causa das eleições, as respostas ficam um pouco enviesadas e acabam sendo mais passionais do que racionais, mas no primeiro mandato a presidente fez uma série de políticas de incentivo ao mercado imobiliário e eu acredito que isso deve permanecer”, avalia Lucas Vargas.

Fonte: Exame

5 Passos seguros para Financiar seu imóvel

Imagem628-586x388A compra de um imóvel, para uso próprio ou investimento, costuma ser um grande passo. A fase do financiamento é a que gera mais dúvidas, em razão do expressivo capital envolvido.

Para auxiliar nesse momento tão importante, veja um roteiro sobre os principais pontos do processo.

1º Passo: Escolha do Imóvel:

Faça uma seleção considerando a região de sua preferência, o tamanho, número de cômodos e o valor pretendido. O investimento é alto e merece uma decisão acertada. Leve em consideração opinião dos outros membros da família que forem conviver no imóvel. Tente conter o entusiasmo diante dos vendedores e não haja com impulsos, principalmente após visitar o primeiro empreendimento. Avalie bem todas as opções antes de fechar algum negócio.

2º Passo: Escolha da instituição Financeira:

Caso você não disponha de toda a quantia para compra, precisará buscar um empréstimo / financiamento junto a uma instituição Financeira. Muitas são as opções no mercado, mas antes de qualquer coisa, é fundamental pesquisar as ofertas disponíveis, as diferenças entre as taxas de juros praticadas, o percentual de financiamento concedido, assim como as exigências e burocracias envolvidas. É muito importante identificar qual banco se ajusta melhor ao seu perfil, pois será um relacionamento para 10, 15, 20 ou até 30 anos.

Logo em seguida, você deverá procurar o gerente da agência escolhida e apresentar seus documentos pessoais, comprovantes de renda e informar qual quantia pretende financiar. Essa providência permitirá que o Banco agilize a Análise de Crédito.  Geralmente o processo de aprovação dura de 30 a 40 dias.

3º Passo: Efetivação do Compromisso de Venda e Compra e Análise da documentação do imóvel :

Neste momento é bom contar com a ajuda de um especialista. Recomenda-se que um advogado analise todos os documentos, desde os referentes ao imóvel, ao processo de financiamento até os documentos dos vendedores.

O estudo da documentação imobiliária, que precede a aquisição do bem, tem dois objetivos principais: verificar e minimizar o grau de risco da aquisição e demonstrar, a boa-fé do adquirente. Muitos problemas podem ser evitados nesta fase. O objetivo nunca será inviabilizar negócios, mas sim orientar quanto às correções e precauções necessárias.

4º Passo: Análise dos Vendedores:

Neste momento é avaliada a situação dos vendedores. É muito importante verificar se há restrições que possam recair sobre o bem. Além disso, ao analisar a documentação o comprador pode antecipar correções e esclarecimentos, novamente agilizando o processo de financiamento.

Invariavelmente, a instituição financeira que cederá o crédito analisará toda a documentação apresentada. Porém, recomenda-se que o comprador tenha conhecimento de tudo, pois ele será o pleno proprietário do imóvel futuramente.

5º Passo: Análise detalhada do contrato de Financiamento

Nesta fase é hora de decidir sobre os detalhes do financiamento: o sistema de amortização e garantia, a forma de reajuste, se será ou não utilizado o FGTS. Deve-se tomar conhecimento de todas as tarifas cobradas pelo banco e negociar quando possível.

Após todas estas fases, presume-se que tudo deu certo: a escolha do banco e do imóvel, o fechamento do negócio com o compromisso de Compra e Venda, a Análise de todos os documentos e a obtenção do crédito. O próximo passo é planejar sua mudança, comemorar a conquista do imóvel próprio e ser feliz!

Letra Imobiliária Garantida: Nova medida facilita Financiamento Imobiliário

O Ministério da Fazenda publicou no Diário Oficial da União, medida provisória que concentra os atos de matrícula para Imóveis em um único documento. Todas as informações de compra e venda de um imóvel terão um registro único, semelhante ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).

Com a medida, o Ministério espera aumentar a segurança Jurídica dos negócios, desburocratizar as operações de compra e venda e a facilitar a concessão de crédito.

A medida provisória criou também a Letra Imobiliária Garantida (LIG), que será isenta de Imposto de Renda após um determinado prazo e também terá dupla garantia, com cobertura da instituição financeira emissora e Carteira Imobiliária separada dos demais ativos do Banco, caso a instituição seja liquidada.

A Letra Garantida, que será emitida exclusivamente por Instituição Financeira sob forma escritural, é a versão brasileira do “Covered Bond”, título emitido por um Banco com a garantia adicional de uma Carteira de Crédito Imobiliário, que fica separada dos demais ativos da instituição. Ou seja, se o Banco quebrar, os detentores do papel não precisam entrar na fila dos demais credores para ter acesso a essa carteira. No exterior, as captações via “covered bonds” somam quase € 3 trilhões. A LIG abrirá uma nova frente de captação, mais barata e de longo prazo, para as Instituições Financeiras, incluindo as de médio porte.

 

Cover BondO novo título complementará as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que atualmente movimentam R$ 100 bilhões. Durante o lançamento, o ministro da Fazenda Guido Mantega, disse que o novo papel tem vantagens em relação à LCI porque tem mais garantias e está dentro dos padrões internacionais, o que permite que a poupança estrangeira passe a financiar a aquisição de imóveis no Brasil.

Pode-se dizer que A Letra Imobiliária será um híbrido de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) com Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), pois terá características tanto de uma quanto da outra. A Letra imobiliária Garantida é um título de crédito nominativo, transferível e de livre negociação, que estará vinculada à carteira de garantias, que pode conter créditos imobiliários e títulos de emissão do Tesouro Nacional, instrumentos derivativos e outros ativos.

LCIS

Análise

Para o mestre em Economia e sócio da SM Consultoria, Gregório Matias, a LIG é um título com uma garantia adicional, uma vez que uma parte do patrimônio das instituições financeiras ficam em garantia aos títulos, protegendo-os em caso de liquidação da instituição. “Além disso a isenção do IR torna a aplicação mais atrativa aos investidores e propicia o aumento do funding para as instituições”, completa. Como ponto negativo, o especialista cita o prazo. “Por se tratar de um título que visa aumentar a duração da carteira de títulos imobiliários, deverá ter o prazo acima de dois anos”.

“Primeiramente, é difícil falar das LIGs devido ainda ser necessário a edição da Medida Provisória que formalizará sua criação”, diz o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. Segundo ele, provavelmente, o investimento seguirá o mesmo mecanismo dos atuais títulos de investimentos. “Ou seja, é necessário que o investidor interessado seja cadastrado em uma corretora de valores”, explica.

Adianta que, quanto aos valores mínimos de investimento, ainda não há definição, mas vão depender de cada instituição, devendo partir da cota mínima de R$ 1 mil.

O economista Vítor Leitão, da SM Consultoria, explica que a principal vantagem para o investidor deste título é a isenção do IR para títulos com prazos superiores a dois anos. “Como vantagem para a economia, tem-se uma nova possibilidade de funding para as instituições, mas como desvantagem isso pode gerar inflação no médio prazo, embora o ministro diga que não, acho que pode ocorrer, sim”, conclui.