Como comprar seu primeiro imóvel usando o FGTS

Antes de tudo, você sabe o que é FGTS?

A sigla que significa Fundo de Garantia para Tempo de Serviço, foi um mecanismo criado pelo governo para atuar como uma reserva financeira para o trabalhador.

Quem trabalha com registro em carteira recebe um depósito mensal que corresponde a 8% do salário. A transição é efetuada pela empresa em que você trabalha, diretamente em uma conta criada automaticamente na Caixa Econômica Federal.

Quem pode usar o FGTS para comprar imóvel?

Apesar de todos os trabalhadores terem direito ao fundo, existem algumas normas que precisam ser consideradas:

❏ É preciso ter um mínimo de 3 anos de carteira assinada, mas não é necessário que o período seja contínuo. Por exemplo, você pode ter trabalhado um ano em 2009 e mais dois anos em 2016;
❏ Você não pode ter nenhum financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH);
❏ Também não pode ser proprietário de nenhum imóvel residencial no município em que pretende comprar. Dessa forma, se você já tem um imóvel em Florianópolis, poderá comprar outro em Palhoça;
❏ É obrigatório trabalhar ou morar no município em que você pretende comprar o imóvel utilizando o FGTS.

Quais imóveis podem ser comprados com o FGTS?

Não são todos os imóveis que podem ser comprados com a ajuda do FGTS. Primeiro, é preciso verificar se a propriedade que você possui interesse está cadastrada no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) dentro de um limite de valor que é definido de tempos em tempos.

Além disso, o imóvel precisa ser urbano residencial e destinado à moradia do trabalhador.
Então, se você pensa em comprar para investir, não poderá usar o FGTS.

 

Como é feito o saque do fundo?

Quando você utiliza o FGTS como parte do pagamento de um imóvel, você não lida diretamente com o dinheiro. É necessário solicitar o saque a um agente financeiro por meio de um documento e, assim que tudo estiver aprovado, o depósito é feito direto na conta do vendedor.

Os agentes financeiros podem ser desde bancos, consórcios ou companhias de crédito imobiliário. É fundamental estar alerta para ver se o agente financeiro escolhido trabalha com o FGTS, pois não são todos que atendem essa modalidade.

Para que você consiga usar o seu FGTS, é necessário que a aquisição do imóvel seja feita em seu nome. Agora, se quiser usar o saldo de outra pessoa, a compra deve ser efetuada no nome dos dois.

Outra informação bem importante é que além de utilizar o saldo da sua conta de FGTS para comprar o imóvel, você também pode amortizar o saldo devedor, ou ainda, usar para diminuir o valor das prestações do financiamento.

Entre em contato diretamente com CAIXA (48)3004-1105 para obter mais informações.

Ainda vale ressaltar, que nenhuma dívida do trabalhador o impede de usar o FGTS.

Documentação necessária

Ao solicitar o FGTS para comprar imóvel , você precisa comprovar que atende a todos os requisitos listados acima. Além disso, é necessário ter em mãos:

-> Carteira de trabalho;
-> Comprovante de residência;
-> Certidão de nascimento e de casamento (se for o caso);
-> Carteira de identidade;
-> CPF.

Você também precisa comprovar que o imóvel está em situação regular, por isso, separe a certidão de matrícula e a cópia do IPTU da casa ou apartamento para também levar junto com você.

Após a entrega da documentação, caso aprovada, seu saldo do Fundo de Garantia é investido na tão sonhada da casa própria.
Para saber quais opções de moradia nós da Konkreta temos para você clique aqui .
Para mais informações sobre o uso do FGTS acesse: https://goo.gl/cz1jGx

Caixa Econômica aumenta para 70% financiamento de imóveis usados

Já para quem trabalha no setor público, valor pode chegar a 80%

A Caixa Econômica Federal anunciou na última segunda-feira (7), que vai financiar até 70% de imóveis usados através do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), para funcionários do setor privado. Já para quem trabalha no setor público a cota mudou de 60% para 80%. A medida foi divulgada pelo vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antonio de Souza.

Vale lembrar que em maio de 2015, o limite de financiamento para imóveis usados tinha sido reduzido pela instituição financeira, quando caiu de 80% para 50%. Na época, a Caixa divulgou que a medida era para estimular o crédito habitacional para moradias novas.

miriam_belchior

Além disso, Miriam Belchior, presidente da Caixa, anunciou a reabertura do financiamento do segundo imóvel, que vai funcionar com as mesmas condições de financiamento de um primeiro imóvel. Para quem não se lembra, essa linha de crédito estava fechada, e com essa alteração o cliente vai poder ter dois imóveis financiados ao mesmo tempo, ou até mesmo conseguir ganhar tempo para vender a primeira aquisição.

As mudanças no financiamento de imóveis tem como objetivo reaquecer a demanda e também retomar o crescimento imobiliário. Além dessas medidas, o banco anunciou o também aumento dos recursos para contratação do financiamento imobiliário.

tabela_financiamento

Conheça as diferenças entre a hipoteca e a alienação fiduciária de imóveis

A hipoteca e a alienação fiduciária de imóveis são utilizadas para garantia do cumprimento de contratos de aquisição de imóveis, de empréstimos ou dívidas. A utilização de uma ou outra garantia é uma opção das partes ou, normalmente, do agente financeiro que empresta o dinheiro para a aquisição do imóvel.

O advogado Sérgio Eduardo Martinez, especialista em Direito Imobiliário e autor do livro Alienação Fiduciária de Imóveisexplica que, até pouco mais de dez anos atrás, a hipoteca era a forma de garantia mais utilizada pelos bancos e agentes financiadores de imóveis, sobretudo porque não havia previsão legal que permitisse a contratação da alienação fiduciária de imóveis.

hipoteca

A principal diferença entre as duas formas está no cumprimento do contrato de financiamento (Foto: shutterstock)

Para ele, o defeito dessa forma de garantia é a enorme dificuldade do procedimento de cobrança da dívida, que exige o ajuizamento de ação judicial de execução, sujeitando o credor ao congestionado Poder Judiciário Brasileiro, o que torna a recuperação do valor emprestado lenta e dificultosa.

Segundo Martinez, atualmente a alienação fiduciária é a forma de garantia utilizada pela maior parte dos contratos de financiamento de imóveis por agentes financeiros, bancos e administradoras de consórcios. Embora criada pela Lei Federal nº 9.514 em 1997, foi sendo parcialmente modificada e aperfeiçoada nos últimos anos e tornou-se uma forma segura e rápida de recuperação do valor financiado.

“A principal diferença entre as duas formas está na maneira de se exigir o cumprimento do contrato de financiamento. Enquanto na hipoteca isso deve passar pelo Poder Judiciário com imprevisíveis estimativas de duração, na alienação fiduciária de imóveis esse procedimento é realizado de forma extrajudicial, perante o Cartório de Registro de Imóveis, sendo necessário apenas ajuizar uma ação ao final do procedimento para a retomada da posse do imóvel”, explica.

Martinez conta que, embora os contratos sejam elaborados para serem espontaneamente cumpridos, existem casos, felizmente a minoria, que resultam em situações de exigência forçada. “Nesses casos, a celeridade do procedimento de retomada do bem estabelecida na alienação fiduciária de imóveis tem sido muito mais vantajosa e o procedimento extrajudicial de cobrança já foi questionado de diversas formas no Poder Judiciário não encontrando, em regra, qualquer oposição ou embaraços”, salienta.

Mas as vantagens da contratação da alienação fiduciária de imóveis não se limitam à celeridade do procedimento de cobrança. Na hipoteca, durante a longa e lenta ação judicial, o devedor usufrui normalmente do bem, não havendo previsão legal de valor compensatório para o prazo de ocupação após a falta de pagamento do financiamento.

“Na alienação fiduciária de imóveis, por sua vez, a legislação prevê que o devedor deverá pagar ao credor o equivalente a 1% da avaliação contratual do imóvel até a desocupação, além das despesas incidentes sobre o próprio imóvel, como condomínio, taxas e impostos”, ressalta.

Embora não se possam negar vantagens e desvantagens em ambos os casos e até, eventualmente, a conveniência da escolha da hipoteca em situações pontuais, Martinez enfatiza que a alienação fiduciária de imóveis teve grande influência na oferta de crédito para financiamentos de aquisição de imóveis nos últimos anos. “Isso certamente ocorreu porque trouxe aos financiadores a certeza e segurança necessárias e até então inexistentes”, conclui.

Fonte:// zappro

Concreto desenvolvido em universidade norte-americana tem durabilidade de 120 anos

Facul Wisconsin

A Universidade de Wisconsin – Milwaukee, nos Estados Unidos, desenvolveu recentemente um tipo de concreto que não acumula líquido tem durabilidade de 120 anos e pode ser usado na pavimentação de vias.

Ao ser usado na pavimentação, o material que é produzido com a utilização do Compósito Cimentício Super-hidrofóbico (SECC, na sigla em inglês) que contém fibras cobertas por uma emulsão que repele líquido, com isto, impede o acúmulo de poças d’água.

As pesquisas, iniciadas há duas décadas, resultaram na produção de uma fibra de álcool polivinílico que permite que o concreto seja flexionado sem se partir. A estrutura, que poderia ser utilizada na pavimentação de estacionamentos e vias, possui bolsões de ar internos menores e mais espaçados entre si, o que viabiliza que a água seja repelida do material.

Em formato piloto, o novo produto foi aplicado no estacionamento da própria universidade e submetido a testes de resistência com nano tubos de carbono e 100 eletrodos introduzidos na estrutura. Por causa de críticas relacionadas aos riscos de se pavimentar vias com concreto repelente e acumular água nos bueiros e esgotos, os pesquisadores da universidade apostam no uso do material em obras de pontes.

Leis e Normas para resíduos sólidos na Construção Civil no Brasil

help-your-child-learn-about-sustainability-620x360Atualmente existem políticas públicas e uma série de leis, podemos contar também com as normas técnicas fundamentais na gestão dos resíduos da Construção Civil. Todo esse conjunto contribui para minimizar os impactos ambientais.

O setor de Resíduos Sólidos da Construção Civil se depara com o grande desafio de conciliar suas atividade com o desenvolvimento Sustentável consciente. É fundamental também, que todas as Construtoras (como nós ), e pessoal envolvido na Construção Civil, esteja ciente da importância dos cuidados com o impacto gerado no ambiente e na sociedade, e que tomem todas as providencias possíveis e cabíveis.

Nesta Publicação iremos relatar as Leis e Normas vigentes no Brasil, que tratam dos resíduos sólidos na Construção Civil no território Brasileiro.

– POLÍTICAS PÚBLICAS: Resolução CONAMA nº 307 Gestão dos Resíduos da Construção Civil, de 5 de julho de 2002. O destaque entre os elementos apontados é a Resolução CONAMA nº 307, que define, classifica e estabelece os possíveis destinos finais dos resíduos da construção e demolição, além de atribuir responsabilidades para o poder público municipal e também para os geradores de resíduos no que se refere à sua destinação.

Ao disciplinar os resíduos da construção civil, a Resolução CONAMA nº 307 leva em consideração as definições da Lei de Crimes Ambientais, de fevereiro de 1998, que prevê penalidades para a disposição final de resíduos em desacordo com a legislação. Essa resolução exige do poder público municipal a elaboração de leis, decretos, portarias e outros instrumentos legais como parte da construção da política pública que discipline a destinação dos resíduos da construção civil. No âmbito estadual de São Paulo, a Resolução SMA nº 41. Editada em outubro de 2002, busca disciplinar a destinação dos resíduos em todo o Estado com o estabelecimento de prazos para a adequação das áreas de bota-fora existentes, esses locais devem ser transformados em áreas de aterro para resíduos de construção e inertes, com condições específicas de operação previstas nas normas técnicas já existentes. Desse modo, foram integrados às atividades do órgão de controle ambiental estadual (CETESB) o licenciamento e a fiscalização das áreas
utilizadas para aterro dos resíduos da construção.

– PROGRAMA BRASILEIRO DA PRODUTIVIDADE  E QUALIDADE DO HABITAT (PBPQ-H): O Sistema de Qualificação de Empresas de Serviços e Obras (SIQ – Construtoras), do PBQP-H, prevê, em seu escopo, a necessidade da “consideração dos impactos no meio ambiente dos resíduos sólidos e líquidos produzidos pela obra (entulhos, esgotos, águas servidas), definindo um destino adequado para os mesmos”, como condição para qualificação das construtoras no nível “A”. A falta de observância desses requisitos poderá resultar na restrição ao crédito oferecido por instituições financeiras que exigem tal qualificação como critério de seleção para seus tomadores de recursos.

– POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS – PNRS. A lei 12.305/2010, que instituiu PNRS, prevê a elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, sendo o seu processo de construção descrito no Decreto no. 7.404/2010, que a regulamentou. Cabe à União, por intermédio da coordenação do Ministério do Meio Ambiente, no âmbito do Comitê Interministerial, elaborar o Plano Nacional de 6 Resíduos Sólidos num amplo processo de mobilização e participação social. O Plano Nacional de Resíduos Sólidos tem vigência por prazo indeterminado e horizonte de 20 (vinte) anos, com atualização a cada 04 (quatro) anos e conteúdo conforme descrito nos incisos I ao XI do Artigo 15 da lei 12.305/2010.

Resumidamente essa política define a diferença entre resíduo (lixo que pode ser reciclado ou reaproveitado) e rejeito (lixo que não pode ser reaproveitado), além de citar todo tipo de resíduo (doméstico, industrial, de construção civil, lâmpadas, da área de saúde, perigosos, etc.). Os objetivos da PNRS são: Redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos; Destinação final ambientalmente correto de rejeitos; Diminuição do uso dos recursos naturais, como água e energia na produção de produtos; Intensificação de ações de educação ambiental; Aumento da reciclagem no país; Promoção da inclusão social; Geração de empregos e renda para catadores de materiais recicláveis.

A agenda 21 de Gestão de Recursos Naturais objetiva proteger o uso do solo para a extração de matérias-primas da construção, e para a disposição de tóxicos e poluente em sua superfície.
A lei nº 6938/81, Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, objetiva a preservação, melhora e recuperação do meio ambiente nacional, tendo instituído, para tanto, o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), que representa o conjunto de órgãos, entidades e normas de todos os entes federativos União, estados, distrito federal e municípios, responsáveis pela gestão ambiental, assim como princípios e conceitos fundamentais para a proteção ambiental, estabelecendo ainda objetivos e instrumentos até então inexistentes na legislação.

Veremos agora algumas Normas Técnicas:

– NBR 15112:2004: Resíduos da construção civil e resíduos volumosos – Áreas de transbordo e triagem – Diretrizes para projeto, implantação e operação. Esta Norma fixa os requisitos exigíveis para projeto, implantação e operação de áreas de transbordo e triagem de resíduos da construção civil e resíduos volumosos.
– NBR 15113:2004: Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes – Aterros – Diretrizes para projeto, implantação e operação. Esta Norma fixa os requisitos mínimos exigíveis para projeto, implantação e operação de aterros de 7 resíduos sólidos da construção civil classe A e de resíduos inertes. Visa a reservação de materiais de forma segregada, possibilitando o uso futuro ou, ainda, a disposição destes materiais, com vistas à futura utilização da área. Visa também a proteção das coleções hídricas superficiais ou subterrâneas próximas, das condições de trabalho dos operadores dessas instalações e da qualidade de vida das populações vizinhas.

– NBR 15114:2004: Resíduos sólidos da construção civil – Áreas de reciclagem – Diretrizes para projeto, implantação e operação. Esta Norma fixa os
requisitos mínimos exigíveis para projeto, implantação e operação de áreas de reciclagem de resíduos sólidos da construção civil classe A. Esta Norma se aplica na reciclagem de materiais já triados para a produção de agregados com características para a aplicação em obras de infra-estrutura e edificações, de forma segura, sem comprometimento das questões ambientais, das condições de trabalho dos operadores dessas instalações e da qualidade de vida das populações vizinhas.

– NBR 15115:2004: Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Execução de camadas de pavimentação – Procedimentos. Esta Norma estabelece os critérios para execução de camadas de reforço do subleito, sub-base e base de pavimentos, bem como camada de revestimento primário, com agregado reciclado de resíduo sólido da construção civil, denominado “agregado reciclado”, em obras de pavimentação.

– NBR 15116:2004: Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos. Esta Norma estabelece os requisitos para o emprego de agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil. Os agregados reciclados de que trata esta Norma destinam-se:
a) a obras de pavimentação viária: em camadas de reforço de subleito, sub-base e base de pavimentação ou revestimento primário de vias não pavimentadas;
b) preparo de concreto sem função estrutural.

Na próxima publicação, iremos falar sobre o REAPROVEITAMENTO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL.

Artigo por:  Daniel Neves
Arquiteto e Urbanista – Construtora
CAU/SC – 46126-1

Konkreta Construtora

OS Resíduos na Construção Civil e suas Classes

Aguarde próximos lançamentoAtualmente a Construção Civil é reconhecida como uma das atividades mais importante no setor econômico brasileiro e também é apontada como grande geradora de impactos ambientais, pelo seu intenso consumo de recursos naturais e pela grande quantidade de resíduos produzidos, sendo responsável pela modificação da paisagem.

Uma pergunta vem como um grande desafio, como conciliar uma atividade produtiva da construção civil de modo que esse desenvolvimento seja conscientemente sustentável causando o mínimo de agressão ao meio ambiente? Motivados a perguntas como essa, que leis, políticas públicas e normas técnicas na gestão dos resíduos da construção civil foram e ainda são elaboradas.

Embora, mesmo com esses conjuntos de leis a prática não é satisfatória. Uma questão bastante complexa, requer grandes mudanças culturais e ampla conscientização. Conforme SINDUSCON-FPOLIS (2011), estudos apontam que o desperdício na construção civil pode chegar a 50%. A construção civil é responsável por cerca de 35% da extração de matéria-prima da natureza e aproximadamente 40% de todo o lixo urbano produzido diariamente é proveniente da construção civil.

Em alguns países europeus já se utiliza cerca de 95% de agregados reciclados nas construções. No Brasil este valor ainda não chegou aos 5%.

2. RESÍDUOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL E SUAS CLASSES

“Apenas quando o nível de degradação ambiental atingiu proporções alarmantes o homem tomou consciência da necessidade de preservação das
condições ambientais do nosso planeta.” (FREIRE, 2000, p. 13).

Os resíduos originados da construção civil tornam-se um problema para a população quando o descarte é feito de forma incorreta, despejados em terrenos baldios, em áreas de preservação permanente e em vias públicas. Apesar de todos os canais de informações e leis já aprovadas referente aos resíduos gerados na construção civil, convivemos no país com irregularidades quanto aos descartes e a não valorização de produtos reciclados ou reutilizados.

A construção civil é o setor de produção responsável pela transformação do ambiente natural em meio construído, adequado ao desenvolvimento das mais diversas atividades. Essa cadeia produtiva é uma das maiores da economia e, conseqüentemente, possui enorme impacto ambiental. (JOHN, 2000). Assegura o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA – (2002) onde, determina que o gerador do resíduo deva garantir o acondicionamento dos mesmos até a etapa de transporte, avalizando a reutilização ou reciclagem, que deverá proceder corretamente desde a fonte geradora até as áreas de destinação.

Conforme TOSETTO (2011), tanto o uso de materiais convencionais ou reciclados na construção civil, dever estar submetidos as normas técnicas brasileiras e ao controle de qualidade de órgão como Inmetro, tendo assim a mesma qualidade e um custo mais baixo. De acordo a resolução 307 do CONAMA, que define critérios, procedimentos e diretrizes para a gestão dos resíduos da construção civil, “os resíduos da construção civil são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obra de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso. telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, etc., comumente chamado de entulhos de obras, caliças ou metralha”.

2.1. CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS

Segundo as Resoluções 307, 348 e 431 propostas pelo CONAMA, os resíduos são classificados da seguinte forma:

I – Classe A – são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:

a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infra-estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento, etc.,), argamassa e concreto.
c) de processo de fabricação e/ou demolição de pecas pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meio-fios, etc.,) produzidas nos canteiros de obras;

II – Classe B – são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel, papelão, metais, vidros madeira e gesso;
III – Classe C – são resíduos para quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem
ou recuperação;
IV – Classe D – são resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais a saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clinicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos a saúde.

Na próxima publicação, iremos falar sobre as LEIS E NORMAS PARA RESÍDUOS SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL e REAPROVEITAMENTO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL.

Artigo por:  Daniel Neves
Arquiteto e Urbanista – Construtora
CAU/SC – 46126-1

Konkreta Construtora

Os bastidores de uma obra.

Qualidade KonkretaQuem olha para uma casa ou um prédio em construção não imagina a quantidade de pessoas, empresas e entidades envolvidas nesse processo. Da concepção do projeto à entrega das chaves, muitos são os profissionais envolvidos.

É da coordenação dos esforços de todos que um projeto imobiliário se concretiza. São dezenas de especialidades profissionais necessárias para conceber, executar comercializar e entregar o produto final aos futuros moradores ou usuários.

Tudo começa com uma ideia. Em função do mercado, a incorporadora ou construtora idealiza um projeto e procura um terreno, ou, caso já tenho o terreno faz um projeto que se adapte ao mesmo e sua localização. Depois contrata um arquiteto para saber o que pode ser construído nesse espaço. Definido o projeto arquitetônico, fazem-se os projetos complementares (estrutural, elétrico, hidrossanitário, ar-condicionado, incêndio, entre outros).

Tiram-se as licenças (ambientais, bombeiro, alvará de construção, etc) que permitem iniciar as obras . Contrata-se a mão-de-obra. Coordena-se a execução da mesma. Tiram-se as licenças finais (ambientais, habite-se, etc). Entrega-se as chaves ao novo proprietário. E depois da entrega, o incorporador/construtor ainda têm que dar garantias que podem chegar até 20 anos. Ou seja, a construção de um imóvel é um processo longo, complexo e de longo prazo.

Hoje vamos apresentar, de forma resumida, apenas os profissionais mais comuns na maioria das obras, pois todos são importantes porque são especialistas nas suas respectivas áreas. Muitos outros ficaram de fora porque a sua presença só se faz necessária dependendo das características do projeto. Mas estes já são suficientes para mostrar o quanto uma obra, mesmo de pequena dimensão, pode ser complexa. Além destes profissionais ainda existem as entidades que emitem licenças, que escrituram e registram.

- Incorporador: Idealiza e desenvolve o projeto. Organiza e planeja e coordena todos os processos da sua construção, incluindo a comercialização. Também poderá construir o projeto.

– Construtor 
Pode ser o próprio Incorporador. Mas também pode ser contratado pelo Incorporador. É ele quem materializa o projeto.

– Despachante:
Trata de toda a burocracia inerente ao projeto: licenças, alvará de construção, habite-se, etc.

– Geólogo: 
Normalmente é uma empresa especializada em geologia que faz os testes de sondagem e absorção de solo. Estes testes são muito importantes poque é com base nos seus resultados que o engenheiro estrutural calculará o dimensionamento da estrutura.

– Topógrafo: 
Este profissional deverá fazer todo o levantamento topográfico do terreno que irá mostrar as características de nivelamento do lote. O seu trabalho será utilizado pelo arquiteto e engenheiros.

– Arquiteto: 
É a partir do trabalho do deste profissional que todo o imóvel é definido. O projeto arquitetônico é feito de acordo com as necessidades do cliente. Mostra as dimensões e os materiais a serem utilizados. É a partir do projeto arquitetônico que entidades oficiais emitem as licenças para se iniciar a construção. É também o arquiteto que faz a representação gráfica em 3D do projeto.

– Paisagista: 
O arquiteto-paisagista cria áreas verdes nos ambientes externos às edificações, harmonizando os espaços livres em função da recreação, circulação e preservação ambiental, integrando o homem à natureza.

– Decorador ou Designer de Interiores: 
Planeja os espaços interiores procurando as melhores soluções estéticas, harmonizando mobiliário, tecidos, cores, luminárias e outros materiais.

– Engenheiro Civil: 
É o responsável pelo acompanhamento da obra e elaboração do orçamento. Entre as funções do engenheiro civil estão a execução dos projetos estrutural, hidráulico e elétrico. A sua presença na obra deve ser desde as fundações até o término, já que deverá orientar e esclarecer os operários no que se refere o serviço técnico da obra.

– Mestre: 
O Mestre o Obras é o responsável pela leitura e interpretação das plantas desenhadas por arquitetos e engenheiros. Fiscaliza, orienta e coordena as diversas tarefas executivas que levam à execução prática dos projetos, incluindo toda a mão-de-obra. Recebe e confere as chegada dos materiais, fazendo com que não faltem. Mantém os arquitetos e engenheiros informados sobre o andamento da obra.

– Encarregado: 
Ele é um subordinado do mestre de obras. Esse profissional entra em cena no período das fundações e sai apenas na fase de acabamento. A suas funções são: gerenciar e fiscalizar material na obra, executar a obra, ter liderança, solicitar compras de materiais, conhecimento prático em obras de engenharia em geral.

– Apontador: 
O Apontador controlar a freqüência dos funcionários, fiscalizar a entrada e saída do material da obra com auxílio do almoxarife, fiscalizar os operários durante a execução da obra.

– Pedreiro: 
Este profissional irá executar os trabalhos de alvenaria e concretagem.

– Armador: 
Ele é profissional que deve efetuar os serviços que antecedem a construção das estruturas como as lajes, as vigas e as colunas. É ele que dobra e monta o aço estrutural dentro da armadura.

– Carpinteiro: 
A função do carpinteiro é de cortar a amar e instalar peças de madeira como as formas estruturais além da construção do canteiro de obra.

- Eletricista: Ele é o responsável pela segurança no que se refere às instalações elétricas da obra, durante a construção e depois da entrega ao morador. O eletricista interpreta a planta feita pelo engenheiro. Faz as ligações provisórias durante a obra e também as ligações definitivas de luz elétrica, instalando tomadas, interruptores, luminárias, etc.

– Servente: 
Entre os seus serviços está o transporte de materiais e o preparo de argamassa, além do auxílio direto ao pedreiro, carpinteiro e ao armador.

– Encanador: 
Tem a função de instalar os canos para as ligações de água e esgoto, além de colocar peças sanitárias pias torneiras e tanques.

– Marceneiro: 
Instala as portas de madeira e as fechaduras.

– Vidraceiro: 
Coloca os vidros nas portas e janelas.

– Gesseiro: 
Coloca os forros de gesso, incluindo detalhes decorativos como rada-tetos e sancas.

– Pintor: 
A sua função é preparar e regularizar as superfícies, e depois pintar com tinta, textura ou verniz seguindo as instruções do arquiteto.

- Jardineiro: Entra na fase final da obra para concretizar o projeto feito pelo arquiteto paisagista.

- Limpeza: No final de tudo a empresa especializada em limpeza pós-obra, vai deixar o imóvel limpo para ser entregue ao cliente final.

- Publicitário: Em parceia com o Incorporador, é ele que define a melhor estratégia para a venda rápida do imóvel, esteja ele em construção, ou já terminado.

- Gráfica: Imprime todo o papel e documentação utilizadas na divulgação comercial do imóvel, tais como panfletos e banners.

- Panfletista: Distribui o material publicitário diretamente (em mão) na rua a potenciais clientes.

- Corretor de Imóveis: Utilizando os seus conhecimentos pessoais e de marketing, ele é o responsável para encontrar os clientes para o imóvel.

- Outros profissionais:: Comunicações, TV, Interfone, Cerca elétrica, Impermeabilização, Alumínios.

 

 

Fonte: Forum da Construção

Construtoras desconhecidas ganham mercado com Minha Casa Minha Vida

ConstrruçãoElas apostaram alto no programa federal Minha Casa, Minha Vida e passaram a figurar entre as maiores construtoras do setor em número de unidades.

Já não é preciso muitas linhas para contar o que aconteceu com o mercado imobiliário brasileiro nos últimos anos. Do analista de banco no escritório ao corretor de imóveis nas ruas, a história é conhecida de cor e salteado: as grandes empresas correram para levantar dinheiro na bolsa de valores, saíram comprando terrenos e lançando empreendimentos numa velocidade inédita, partiram para cidades que não conheciam, venderam imóveis freneticamente, perderam o controle de tudo isso, tiveram prejuízos bilionários, perceberam que estava (quase) tudo errado e decidiram se reorganizar.

Enquanto esse enredo se desenhava, um grupo de empresas regionais escrevia uma história paralela. Praticamente desconhecidas nos grandes centros e dos investidores, essas construtoras seguiram, por convicção ou falta de oportunidade, distantes do mercado de capitais, e da pressão por resultado que a Bolsa impõe.

Muitas delas apostaram alto no programa federal Minha Casa, Minha Vida, lançado em 2009 para subsidiar a construção de casas populares, e passaram a figurar entre as maiores construtoras do setor em número de unidades. Há casos de empresas como a Curitibana Casa Alta que, com 87 canteiros de obra em atividade no ano passado, atingiu uma área total de 2,8 milhões de metros quadrados “em construção” no País, superior à de companhias como a Even e a Rossi e muito perto de Tecnisa e Brookfield, que trabalham com imóveis de médio e alto padrão.

Assim como a mineira Emccamp, a Casa Alta já divide espaço com gigantes no ranking de maiores construtoras do País: em cinco anos, o faturamento anual da empresa saltou de R$ 30 milhões para meio bilhão de reais. O número de funcionários foi multiplicado por 20, chegando a 4,7 mil.

‘Boom’

“O mercado imobiliário passou por uma avalanche de mudanças nos últimos anos”, disse Guilhermo Guirao Vidal, presidente da Inteligência Empresarial da Construção (ITC), consultoria que abastece fornecedores do setor com informações e é responsável pelo ranking, publicado anualmente. “Ao mesmo tempo em que esse movimento criou gigantes nacionais, reforçou a atuação de empresas menores, com presença regional.”

A Emccamp, fundada em Belo Horizonte há 40 anos, chegou a cogitar uma abertura de capital, contratou bancos e escritórios de advocacia, mas desistiu. “Não conseguiríamos entregar o que os investidores estavam cobrando das construtoras: volume e crescimento rápido”, diz André Campos, vice-presidente executivo e filho de um dos dois fundadores. “A filosofia do mercado financeiro não era a nossa.” Hoje, olhando para trás, ele se gaba da decisão tomada pela família.

A empresa conseguiu manter a operação sob controle, ao contrário do que aconteceu com as rivais de maior porte. Os 12 canteiros de obra com empreendimentos do Minha Casa estão a uma hora de distância de avião da sede e são visitados semanalmente pelo pai de André, Eduardo Pinheiro Campos. Em 2012, quando cinco das maiores empresas de capital aberto do setor registraram, juntas, um prejuízo de quase R$ 3 bilhões, a Emccamp lucrou R$ 43,8 milhões. Em 2013, os ganhos somaram R$ 65 milhões, segundo balanço publicado pela empresa.

Desde sua origem, a construtora mineira trabalha com habitação popular e é este segmento que vai garantir a ela, neste ano, um faturamento de R$ 550 milhões. “Nos organizamos para passar pelo ano eleitoral sem problemas, já que dependemos do Minha Casa, Minha Vida”, diz André. Segundo ele, a empresa garantiu a construção de unidades que somam um valor R$ 1 bilhão no próximo um ano e meio.

Desafios

Entre as grandes, as que mais se destacaram no segmento de habitação econômica foram as mineiras MRV e Direcional, com receita de R$ 3,8 bilhões e R$ 1,7 bilhão no ano passado. Outras empresas de capital aberto chegaram a se aventurar nesse terreno, de margens de lucro muito baixas, mas desistiram. A Rodobens, por exemplo, que teve 100% do negócio concentrado no Minha Casa, em 2010, entregou o último empreendimento ligado ao programa em Dezembro do ano passado, abandonando completamente a estratégia. “Era inviável financeiramente”, diz o presidente Marcelo Borges. Ex-executivo do Santander, ele assumiu a Rodobens Negócios Imobiliários no fim de 2010 com a missão de salvar a companhia.

A saída encontrada foi abandonar o programa do governo. “Éramos monocliente, monoproduto, monobanco e monoterreno. O risco era altíssimo”, brinca, depois da mega reestruturação que levou a empresa novamente para o médio padrão – e para o azul.

Um dos grandes desafios encontrados pela Rodobens e por companhias que não estavam habituadas a lidar com a população de baixa renda era o financiamento. Ao longo da obra, as famílias perdiam capacidade de financiar o imóvel e eram recusadas pelo banco – o que resultava nos chamados distratos. Em média, Borges diz que uma mesma unidade chegava a ser vendida quatro vezes, para compradores diferentes.

A dificuldade das grandes incorporadoras abriu espaço para empresas menores, que dominavam o relacionamento com os bancos públicos, financiadores do programa, e que investiram em tecnologia para ganhar escala e fazer a conta fechar. “Hoje, essas empresas não assentam mais tijolo”, diz José Carlos Rodrigues Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Elas importam formas de alumínio da China e preenchem o espaço com cimento – método que reduz de quatro para um mês a construção de um prédio de cinco andares e exige um terço da mão-de-obra.

Econômico

Segundo o CBIC, 85% das 2,4 mil construtoras que atuam no Minha Casa Minha Vida são pequenas e médias. Elas entraram na disputa pelas 3,4 milhões de unidades que foram contratadas entre 2009 e junho deste ano. Embora os dados do mercado imobiliário sejam escassos, pesquisas isoladas dão uma ideia de que a crise, de certa forma, poupou os empreendimentos econômicos, fazendo com que as companhias que se dedicaram a esse segmento sofressem menos com a crise até aqui.

Um levantamento da imobiliária Lopes mostra que unidades com preço inferior a R$ 199 mil representam apenas 6% dos imóveis em estoque em São Paulo. Entre as unidades de R$ 400 mil a R$ 699 mil, 23% não foram vendidas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Infomoney

Especialistas apontam os principais impactos do Plano Diretor no mercado imobiliário

Sul da Ilha é uma das áreas com maior restrição no número de pavimentos


Com a aprovação do novo Plano Diretor de Florianópolis, o mercado imobiliário da capital começa a sofrer alguns impactos. O mais visível deles é a paralisação na aprovação de projetos, além da queda significativa na venda de terrenos, causada pela insegurança diante das novas regras.

As principais mudanças ocorrem em algumas regiões turísticas, próximas da orla ou em regiões sem infraestrutura, com o estabelecimento do máximo de dois pavimentos. Esta mesma restrição já havia anteriormente em alguns locais, porém pilotis, áticos e sobrelojas não eram considerados na conta.

— Antes, com exceção da Lagoa, era possível construir até seis pavimentos em muitos locais da cidade. Verticalizar Florianópolis não é uma alternativa, como em outras cidades, porque temos problemas de infraestrutura. No primeiro momento, demos uma segurada nas construções, porém elas podem ser modificadas a partir dos planos setoriais. O Plano Diretor é um processo —
explica o superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), Dalmo Vieira Filho.

As áreas de maior contenção estão no Sul da Ilha, onde predominam as construções de até dois pavimentos. Na Lagoa da Conceição, em boa parte dos Ingleses, Cachoeira do Bom Jesus, Canasvieiras, Jurerê e ao longo das rodovias SC’s, está previsto um crescimento moderado. O crescimento maior está focado no Centro, além de alguns bairros do Continente, ao longo da Via Expressa, Santa Mônica e Trindade. Outras áreas que ganham destaque neste Plano Diretor, conforme o superintendente, são Tapera, Costeira e Saco dos Limões, devido à Área de Urbanização Especial (AUE), que são grandes áreas que serão urbanizadas mediante a apresentação de plano conjunto. Além disso, há as áreas de Operação Urbana Consorciada (OUC), que estão concentradas principalmente no Saco dos Limões e na Via Expressa Sul, que exigem leis específicas e podem ter índices e ocupação do solo modificados de acordo com demandas do Poder Público Municipal e com a participação dos moradores.

Mesmo diante de todas estas mudanças Dalmo Vieira Filho, não acredita em um impacto no volume de construção, para ele, haverá uma valorização geral do metro quadrado construído, reflexo de uma cidade mais equilibrada.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil da Grande Florianópolis (Sinduscon), Hélio Bairros, haverá um impacto negativo na construção civil em Florianópolis. Ele acredita que o  Plano é prejudicial para a economia, porque é muito subjetivo e burocrático.

— O Plano onera mais a construção, porque o metro construído fica mais caro devido à redução do coeficiente de aproveitamento. Ou seja, para atingir o gabarito acima do básico, o empreendedor terá que comprar índice da Prefeitura. Para compensar esse aumento de custo, deve haver a diminuição do valor dos terrenos.

Desde que o plano foi encaminhado para a Câmara de Vereadores, em outubro, houve um impacto negativo na venda de terrenos em Florianópolis, em função da desconfiança das construtoras. As imobiliárias também reclamam que ainda não estão sendo realizadas consultas de viabilidade e reuniões sobre o Plano Diretor com a Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos (SUSP).

Para Ricardo Fonseca, presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura em Santa Catarina (AsBEA/SC), há muitos pontos positivos no novo Plano Diretor, sendo a área continental, por exemplo, uma das maiores beneficiadas , em especial a região no entorno da Via Expressa e da Ivo Silveira . Ricardo aponta também como aspectos positivos, as delimitações mais claras para as áreas de preservação ambiental, e o incentivo do zoneamento com a permissão de áreas mistas (comercial e residencial) nos bairros, regularizando situações já existentes, como a do Santa Mônica.

Existe um receio inicial de que os escritórios de arquitetura e o setor da construção civil sofram alguma recessão neste primeiro semestre, pois as alterações do projeto devem direcionar a outras formas de crescimento imobiliário em Florianópolis.

Os impactos das mudanças do novo Plano Diretor devem começar a serem sentidos nos próximos cinco anos.

A construtora Konkreta tem seus empreendimentos concentrados em ótimas localizações, na região de Palhoça. Conheça nossos empreendimentos no Site: http://www.konkreta.com.br/site/site/
Ou agende sua visita à construtora  Tel: (48) 3242-9900

 

 

 

Fonte da notícia: Diário Catarinense

Preço do metro quadrado dos imóveis em alta

De 6,1% no semestre e atinge R$6.824

O preço médio do metro quadrado registrou alta de 6,1% no primeiro semestre de 2013. Nos últimos 12 meses, a variação no setor foi de 11,6% segundo o indicador elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) e pela Zap Imóveis.

As cidades de Curitiba (14,3%) e Rio de Janeiro (7,7%) lideram as metrópoles com maior variação do preço do metro quadrado, enquanto Brasília registra somente 0,7% de variação nos primeiros seis meses do ano. Na variação anual, as cidades que apresentaram as maiores altas foram Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador , com 14,9%, 13,9% e 12,1%, respectivamente; já Brasília foi a única cidade que teve queda de 0,7%.

Durante o mês de junho, o preço do metro quadrado subiu 1,1%, com alta dos valores em 15 de 16 cidades brasileiras analisadas. O destaque ficou com Curitiba, que teve a maior alta, de 3,8% e Recife, que apresentou 2,2%. Por outro lado, a cidade de Belo Horizonte foi a única que apresentou queda, de 0,3% no período.

Valor do m²
Considerando o valor médio do m², este foi de R$ 6.824 em junho, com o destaque novamente apontando para o Rio de Janeiro, que chegou a R$ 9.285, seguido por Brasília, com R$ 8.381, conforme mostra tabela abaixo:

tabela de preços médios dos imóveis (m.quadrado)

Os Preços médios dos imóveis (m.quadrado)